Curiosidades sobre a Hiperbárica

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O ser humano sempre se sentiu atraído pelo fascínio exercido pelo mar e na tentativa de provar novos riscos e desafiar o perigo, desde épocas mais remotas se aventura na atividade do mergulho.

 

Baseado em pesquisas de livros da História Antiga, observa-se que por volta de 4.500, antes da era cristã já existiam homens que se dedicavam a esta atividade com intuito de buscar alimentos, atividades comerciais através da coleta de pérolas e conchas, e finalidade bélica para danificar naus inimigas. Relatos históricos revelam que o imperador Xeres, por volta de 400 antes de Cristo, mandava seus mergulhadores atacar e sabotar embarcações inimigas.

 

Com a possibilidade desses homens de se manter por um tempo mais prolongado submersos e em profundidades cada vez maiores, começou-se a perceber algumas alterações físicas até então desconhecidas..

 

Coube a Aristóteles, em 300 antes de Cristo, o primeiro relato sobre a descrição da ruptura de membrana timpânica em mergulhadores da época, o que hoje sabemos ser o barotrauma de ouvido médio. Porém alguns séculos se passaram, ocorrendo com certeza inúmeros acidentes de descompressão (rápida subida de níveis muito profundos), inclusive com muitas mortes e incapacitações físicas.

 

Porém alguns séculos se passaram, ocorrendo com certeza inúmeros acidentes de descompressão (rápida subida de níveis muito profundos), inclusive com muitas mortes e incapacitações físicas.

 

Em 1670, Robert Boyle, utilizando de cobras como cobaias, colocadas dentro de caixas hermeticamente fechadas e pressurizadas com bombas pneumáticas, após descompressões bruscas, constatou o aparecimento de bolhas de gás na câmara anterior dos olhos desses animais.

 

Desse modo, foi o primeiro relato conhecido sobre os efeitos deletérios da descompressão brusca. No ano de 1878 o fisiologista francês, Paul Bert publicou sua obra “A Pressão Barométrica” eternizada na literatura da Medicina Hiperbárica, na qual relata que os sintomas anteriormente descritos sobre a doença hiperbárica são decorrentes da formação de bolhas de nitrogênio no tecidos, após descompressão descontrolada. Descreve também o chamado Efeito Paul Bert, “que é a intoxicação do sistema nervoso central pela ação do oxigênio pressurizado”.

 

Na história da Medicina Hiperbárica houve um cientista brasileiro, Dr. Álvaro Ozório de Almeida (1882-1952), mundialmente conhecido e reconhecido como tendo contribuído muito para o desenvolvimento desta área. Infelizmente desconhecido para nós, brasileiros.

 

O segundo grande salto, ocorreu em 1956, quando o médico holandês, Dr. Ite Boerema após varias experiências realizadas em porcos, publicou no Journal Cardiovascular Surgery o trabalho intitulado “Live Without Blood”, em português: A vida sem sangue”.

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